Uma caixa surpresa do Público (+ Fuel) para o mundo

Um ano depois do ataque terrorista contra a sede do jornal satírico francês Charlie Hebdo, em Paris, o jornal português Público, decidiu assinalar a data lembrando que os jornais de todo mundo devem continuar a "defender a liberdade de expressão", nas palavras de Bárbara Reis, directora do diário. Nesse contexto o Público enviou aos jornais mais relevantes do mundo uma caixa-surpresa.

«Os ataques ao Charlie Hebdo foram um horror (como é óbvio) que atingiu em cheio o ambiente das redações. Pior: criou um clima de insegurança, de que o que se escreve e até o que se desenha pode ter consequências graves, mortais até», lembrou à Marketeer Marcelo Lourenço, director criativo da Fuel, agência responsável pela criatividade da acção. E acrescenta que «o Público não pensa assim: a liberdade de expressão é um bem muito valioso, que precisa ser defendido com as nossas melhores armas - sendo que a coragem é a maior delas».

Foi a partir deste insight que a Fuel criou a campanha em parceria estreita com a redação do Público, em especial da directora do jornal, Bárbara Reis. «A ideia da "bomba" de lápis nasceu deste insight - continuar a desenhar e a escrever é a melhor maneira de contra-atacar.»

Foram feitas e enviadas 15 caixas para as redacções de alguns dos jornais mais importantes da Europa, EUA e América Latina. New York Times, Washington Post, Guardian, El Pais, O Globo, Der Spiegel, La Reppublica, Le Monde são alguns deles. As caixas foram enviadas para chegar no dia em que os ataques completavam um ano, ou seja, a 7 de Janeiro. No mesmo dia, as redações receberam um email com o vídeo a explicar o conceito da campanha.

Marcelo Lourenço explica que ainda é muito cedo para terem «o feedback das redações mas em Portugal, o retorno tem sido incrível».

Veja no site do Público o vídeo de explicação da campanha.

Texto de Maria João Lima

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