Ribafreixo: um produtor da Vidigueira a reter

Não é comum um produtor português de vinhos que vá contra as tendências. Pois, a Ribafreixo Wines, da Vidigueira, será então caso raro. É que não só tem como estratégia «produzir mais vinhos brancos do que tintos e, na sua maioria, monocasta», como começou primeiro por explorar os mercados externos para só agora estar a olhar mais para o português. Hoje, está em países tão díspares como México, Israel, Japão, Reino Unido, Brasil, França ou Irlanda e continua a reforçar a produção, que iniciou após a primeira colheita, de 2009.

Na apresentação da nova imagem dos seus vinhos – que levam a assinatura do enólogo Paulo Laureano -, ontem, em Lisboa, Mário Pinheiro, um dos proprietários da Ribafreixo Wines, fez questão de apresentar a empresa como «inovadora, ambiciosa e com visão para o futuro». Sendo que nesta visão destaca-se a «vontade de produzir vinhos de qualidade com uma boa relação de preço».

A Ribafreixo Wines resulta do sonho de dois empresários, Mário Pinheiro e Nuno Bicó, que encontraram nesta região as características que procuravam para desenvolver os vinhos que mais valorizam. Compram os primeiros 80 hectares em 2007 e em três anos alargam até aos 114 hectares. Pelo meio, recuperam algumas da vinhas pré-existentes e plantam novas extensões, com castas portuguesas. Já em 2012 inauguram a nova adega, com 4 mil metros quadrados, um projecto que lhes permite produzir cerca de 700 mil garrafas por ano de forma sustentável.

Agora, ao mercado acabam de apresentar as mais recentes colheitas. Connections 2015 (o primeiro vinho português feito a partir desta casta), Gáudio Alvarinho 2015, Pato Antão Vaz 2015, Pato Frio Grande Escolha 2014 e Barrancôa Branco 2015.

 

Texto de M.ª João Vieira Pinto

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