8ª Conferência Marketeer: Impresa está a trabalhar em anúncios pre-roll para TV

O modelo utilizado pelo YouTube para monetizar parte dos vídeos que alberga pode estar a caminho da televisão. Francisco Pedro Balsemão, CEO da Impresa, avançou, durante a 8ª Conferência Marketeer, que o grupo está a trabalhar no desenvolvido de um formato de anúncio pre-roll que surja nos ecrãs dos espectadores que assistem televisão de forma não linear.

Por outras palavras, quem utilizar as novas tecnologias para andar para trás e para a frente nos canais de televisão, também conhecido como time-shift, terá de ver um anúncio antes de poder visualizar o conteúdo que pretende. Por esclarecer ficou se será possível saltar os anúncios ao fim de alguns segundos ou não, como acontece no YouTube, por exemplo.

Sobre a relação entre as marcas e a televisão, Francisco Pedro Balsemão garante que o caminho passa pela colaboração: «Temos de trabalhar em conjunto com as marcas e fazer parte do processo criativo.» O responsável considera ainda que as marcas de televisão têm de ter qualidade para conquistar a atenção dos anunciantes, pois marcas fortes associam-se a outras marcas fortes. No caso da SIC Notícias, a título de exemplo, o canal só aceitará parcerias com marcas que façam sentido e que se adequem ao seu posicionamento.

Também presente no mesmo painel da conferência esteve Pedro Mota Carmo, CEO da Nos Lusomundo e Dreamia, que apresentou a visão da Pay TV, por oposição à chamada Free-to-air TV, representada pelo CEO da Impresa. Segundo Pedro Mota Carmo, os canais por subscrição são mais especializados e de nichos, sendo criados com base na necessidade dos consumidores e naquilo que procuram. Da experiência partilhada pelo responsável com o público do evento, o canal Panda, que faz parte do portefólio da Dreamia, é mais fácil de “vender” a anunciantes do que outros como o Hollywood. Isto porque no canal infantil é possível adaptar os conteúdos às marcas sem, claro, comprometer a identidade do canal.

Pedro Mota Carmo desta ainda aquilo a que chama a “histeria do digital”, que tem levado as marcas apostar todas as suas fichas nas plataformas. O CEO da Nos Lusomundo e Dreamia considera, porém, que se deve medir o alcance dos diferentes meios para perceber que a televisão não morreu e que existe uma audiência disponível para ser impactada além-Internet.

O debate termina com a criação de um movimento a favor da televisão, lançado por Francisco Pedro Balsemão: «Vamos acabar com a expressão ‘legacy media’ e media tradicionais», afirmou o CEO da Impresa, afirmando que estes termos remetem para um fardo e para o passado, algo que, na sua opinião, está completamente errado. «O que existe é ‘good media’ e ‘bad media’», conclui o responsável.

Texto de Filipa Almeida

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