Web Summit: É preciso recuperar a publicidade

“Let’s take back advertising”. Foi esta a mensagem deixada por Susan Credle, Global Chief Creative Officer da FCB Global, durante a tarde de hoje no Web Summit, em Lisboa. A responsável acredita que a publicidade tem caído em desgraça, pelo menos nas bocas do mundo, e que é preciso recuperar a sua glória.

«Dizemos que é tão má que temos de implorar para que a vejam», comenta a profissional, indicando que os anúncios devem deixar de ser vistos como um incómodo para os consumidores. A solução estará, eventualmente, na implementação de novos modelos e formatos.

Susan Credle conta que, hoje, as empresas encaram a publicidade como uma despesa e não como um investimento, ao contrário do que acontecia anteriormente. É preciso voltar a um tempo que a publicidade assume um papel importante na estratégia das marcas e negócios, em vez de ser vista como um empecilho e gasto supérfluo. A profissional afirma mesmo que clientes da FCB Global que estão a apostar mais e a investir em publicidade estão a ter melhores resultados.

A loja do futuro

Apesar de ter nascido como uma plataforma online, a portuguesa Farfecth tem estado a expandir o seu raio de actuação através do desenvolvimento da loja do futuro. Já em testes, trata-se de uma boutique que conjuga o melhor dos dois mundos, o virtual e o real.

José Neves, CEO da Farfetch, explica que a moda ainda precisa da experiência física e que, provavelmente, nunca deixará de precisar. Os consumidores sentem a necessidade de experimentar, tocar, ver ao vivo para comprar, ao contrário do que poderá acontecer com outras indústrias como a música ou os media – que poderão, eventualmente, existir apenas no digital.

Numa conversa com a jornalista Alice-Azani Jarvis, da ES Magazine, o fundador da Farfect comentou que as marcas ainda não perceberam que os modos de compra estão a mudar e que é preciso alterar as lojas físicas. A Farfetch parece estar no caminho certo, ao investir num conceito que personaliza a experiência do cliente em loja.

Assim que entram, os clientes podem fazer check-in na loja, tal como aconteceria num site ou rede social. A partir daí, os colaboradores têm acesso ao seu perfil, preferência e histórico de compras. Acabaram-se as sugestões inúteis. O objectivo é criar uma experiência sem atrito, com a possibilidade de serviço de concierge com base em data.

Texto de Filipa Almeida

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