Avanços tecnológicos ameaçam marketing moderno

No decorrer da próxima década, o número de utilizadores na internet vai duplicar, ultrapassando os mil milhões. De acordo com a PHD, a conectividade será um eixo central dos próximos anos, chegando também aos dispositivos: até 2025, 80 mil milhões de dispositivos vão estar ligados à internet. Actualmente, registam-se apenas 11 mil milhões.

A consultora antecipa ainda, na conferência “Be Digital”, um mundo em que as máquinas se irão tornar tão inteligentes quanto o homem até que os dois sejam indistinguíveis. “Tecnologia e humanidade vão – simbólica e literalmente – fundir-se”, vaticina a PHD, salvaguardando, contudo, que os humanos serão sempre necessários para as decisões emocionais.

Sneha Nagest, global Search Business director na PHD Global Business UK, vai mais longe e afirma que esta nova realidade ameaça, entre outras áreas, o marketing moderno. Para responder a esta mudança, é necessário que os responsáveis das marcas estejam aptos a criar estratégias de conteúdo e receptivos a investir em gestão de conhecimento. Devem também estar disponíveis para apostar em assistentes pessoais virtuais e em experiências reais e virtuais para os clientes e consumidores.

A par disto, o rápido avanço tecnológico vai, também, fazer com que muitas decisões se tornem mais automáticas. Neste sentido, as marcas vão ter de desenvolver estratégias para influenciar um algoritmo em vez de um humano, de acordo com Rui Freire, do Omnicom Media Group.

«O desafio das marcas passa por uma maior especialização em alimentar o algoritmo, tendo em conta que os dados que actualmente existem sobre as pessoas são mais poderosos que nunca», acrescenta o mesmo responsável.

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