coloradd_Foi uma inovação mundial a criação, pelo designer Miguel Neiva, de um código de cores para daltónicos. Transportes, hospitais, marcas de lápis, tintas ou cerâmicas já estão a utilizá-lo.

Nenhuma outra ferramenta antes procurara diminuir os efeitos de um constrangimento pouco visível: o daltonismo. Nem em Portugal, nem no Mundo. E isso valeu ao ColorADD de Miguel Neiva um lugar no Pavilhão de Portugal na Expo Xangai 2010 - a convite do Centro Português de Design e do IAPMEI -, a participação no próximo Innovation Festival, em Tallinn, ou a nomeação pela revista brasileira "Galileu" como uma das 40 ideias que vai melhorar o mundo. No mesmo país, de onde têm surgido vários contactos para a implementação do Color-ADD, já se fala mesmo num projecto-lei para a sua inclusão nos semáforos.

O código que apoia a identificação das cores por parte de daltónicos mereceu ainda referência do International Council of Graphic Designers Association e o site que o comunica tem hoje mais de 35 mil visitantes online, de cerca de 100 países. «Este projecto conseguiu trazer o design para a sociedade e mostrar que é uma ferramenta de inclusão e que pode aumentar a qualidade de vida das populações», afirma o designer, em retrospectiva sobre um projecto que o ocupa, já, há mais de 10 anos. «A dimensão e transversalidade do projecto é maior do que inicialmente pensei», admite Miguel Neiva, que em Maio de 2008 tinha pronta para defesa a sua tese de mestrado, focada no código de cores. Porém, decide, antes da sua apresentação final, investir na protecção do código que criara.

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