Neste SUV até o urso cabe!

O nome vem-lhe da ilha do Alasca, Kodiak, habitat do maior urso pardo. E grande é, de facto, o primeiro sete lugares da Skoda. Tem espaço, conforto, motor e equipamentos. Já conhece?

Texto de M.ª João Vieira Pinto

Sim, confesso, tinha algum estigma em relação à marca. Por isso, quando me convidaram para passar uns dias com o Skoda Kodiaq, não fiquei propriamente aos pulos, apesar da curiosidade em experimentar o seu primeiro sete lugares. Ou seja, as expectativas eram… nenhumas! E iria ter pela frente não um, mas cinco dias de ensaio, que englobavam subida até ao Norte do País com a família, malas, sacos repletos de presentes de Natal… Não podia correr mal!

Chave na mão. Diria que foi o momento em que voltei a ficar na dúvida. Regra geral, as chaves dos carros do parque de imprensa chegam num simples porta-chaves (muitas vez em jeito de documento do automóvel). Aqui não. A chave trazia consigo um urso. Está a rir-se? Foi o que me aconteceu. Até perceber que era nem mais que a imagem do modelo. Explico: Kodiaq é uma homenagem da Skoda à ilha com esse nome, no Alasca, habitat natural do urso pardo, mais conhecido como “urso de Kodiak”. Posto isto, a minha leitura foi outra.

Um olhar ao exterior. Os contornos são marcados e a imagem convence. Não será o mais elegante do segmento, mas não está muitos pontos atrás.

Entrar e iniciar viagem. Aqui, tudo muda. Se tivesse entrado neste SUV de olhos vendados, não aventaria ser um Skoda. A marca investiu no modelo e isso nota-se bem. A começar pelo pormenor de vir equipado com dois chapéus-de-chuva colocados no interior dos apoios de braços das portas dianteiras. Ah, e não se preocupe com eventuais toques nas portas, que tanto acontecem em parques de estacionamento com lugares pouco espaçosos: é que as portas do Kodiaq têm protecção.

Já no interior, espaço não falta, ou não assentasse a sua estrutura na plataforma MQB do Grupo Volkswagen (responsável pelo VW Tiguan ou o Seat Ateca). Segundo a marca, são só mais 40 mm de comprimento que um Octavia, mas percebe-se. Há espaço que chegue e sobre na fila da frente e na de trás, ficando apenas mais reduzido para o sexto e sétimo lugares, se os usar. Foi o que fiz, de resto, assim que tirei tudo o que transportava no enorme porta-bagagens. Os dois adolescentes da família couberam e não se queixaram, mas uns centímetros a mais seriam bem-vindos.

Para além do espaço – em particular no modelo que experimentei -, os materiais convencem também. Há elegância e qualidade. Os bancos da frente, por exemplo, podem ser aquecidos, ventilados e regulados electronicamente; há um bloqueio de segurança eléctrico para crianças e um pacote de conforto com encostos de cabeça. O “Area View” tem câmaras com vista surround e lentes de grande angular na dianteira e na traseira. Há um novo controlo de distância de estacionamento (Parking Distance Control) com função de travagem. E há uma muito bem conseguida insonorização face ao exterior.

Eu, que gosto de acelerar, também gostei da versatilidade ou agilidade deste Kodiaq. É pesado, claro – como se impõe a um 2.0 TDI com 150 CV – mas responde bem e em estrada chega a velocidades proibitivas! Claro que me fez aumentar o consumo para uns 8,5 l/100Km, mas também me ajudou a perceber o que vale este modelo da Skoda.

Se é um SUV familiar? É. Se tem conforto e todos os requisitos para isso? Também. Se concorre directamente com os do seu segmento? Sem dúvida!

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