Desacelerar em plena Avenida

Há o turbilhão da mais movimentada avenida lisboeta. E depois há todo um outro lado, em que a respiração desacelera e os sentidos retemperam! A culpa é do novo Spa do Tivoli Avenida da Liberdade, ou não tivesse agora assinatura Anantara.

A marca já está no Camboja, Catar, China, Emirados Árabes, Ilhas Maldivas, Indonésia, Moçambique, Sri Lanka, Tailândia, Vietname e Zâmbia. Em Portugal, começou por entrar e deixar-nos entrar em todo um paraíso holístico com o Anantara Vilamoura. Agora, instalou-se no centro de Lisboa. E ainda bem que o fez.

Os Anantara Spas, diz a marca, “foram criados para restaurar o equilíbrio e a harmonia entre corpo e mente”. Foram não só criados como assim o são.

No Tivoli Avenida da Liberdade, o primeiro momento de entrada num novo “mundo” começa ainda antes. Mais precisamente nas escadas que descem ao andar inferior e nos ajudam a deixar para trás o peso do dia. É como se começássemos a desligar.

Novo “passo” assim que “passa” a porta e em que a simpatia de quem recebe é cartão para voltar a sorrir e reequilibrar energias! Porque é precisamente esse o espírito que vai encontrar: muita calma e o maior equilíbrio do mundo.

Preencho a habitual ficha, queixo-me de habituais dores de costas – ditadas por uma habitual má posição de trabalho – e recebo de imediato o “bónus”: o melhor é ser atendida pelo terapeuta que também é osteopata. Não imaginava ainda a diferença.

O que me esperava era uma Anantara Signature Massage que dizia “conciliar uma mistura exclusiva de óleos com movimentos e técnicas únicas, que estimulam a circulação, promovem o relaxamento e restauram o fluxo de energia ao longo das linhas meridionais”. Acabou por ser ainda mais que isso! Numa das seis salas de tratamento cuja decoração, luz e som remetem para bem longe, a Anantara Signature Massage começa com uma suave massagem aos pés. São poucos minutos, mas os suficientes para perceber que o que vem a seguir só pode ser, realmente, bom!

Depois, claro, a massagem em si. É como à la carte. No meu caso, em que costas e, em particular, omoplatas e ombros foram tratados ao limite. Os 50 minutos passaram depressa de mais e as dores foram-se.

O problema (ou não) é que, no final, o ritmo normal tardou em chegar. E nem o trânsito do centro de Lisboa me fez descer rapidamente à realidade exterior.

Texto de Maria João Vieira Pinto

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