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Há quatro anos que a Deloitte tem vindo a apoiar projectos nas áreas de Educação e Formação, Empregabilidade e Empreendedorismo, as três vertentes do programa PACT Fund, que se destina a financiar iniciativas que visam causar um impacto na sociedade.

Inserido na estratégia de Corporate Responsability and Sustainability da Deloitte, este projecto já permitiu apoiar mais de 30 projectos em Portugal e Angola, que beneficiaram cerca de 11 mil pessoas. «O grande objectivo do PACT Fund é criar um impacto positivo na sociedade, com o apoio em áreas perante as quais a Deloitte sente ter responsabilidade enquanto empresa. E daí definimos as áreas em que este projecto pode actuar.

Este programa de responsabilidade social integra-se na estratégia global da Deloitte, nomeadamente na World Class, cujo objectivo passa por criar um impacto positivo na vida de 50 milhões de pessoas até 2030» explica Afonso Arnaldo, Partner da Deloitte. Após quatro edições com uma forte adesão e resultados bastante gratificantes, as candidaturas da quinta edição encontram- -se, nesta fase, em análise.

As expectativas para o próximo ano são, igualmente, elevadas, em especial com a integração dos profissionais da Deloitte no processo de escolha das candidaturas vencedoras. Quanto ao futuro, Afonso Arnaldo explica que pretende que o PACT Fund possa continuar a existir, financiando cada vez mais projectos.

Nesse sentido, assegurou que a sexta edição deste programa já está validada e irá acontecer em 2019. O PACT Fund é a bandeira da Deloitte na área da responsabilidade social corporativa, uma estratégia iniciada em 2014 que tem gerado um enorme impacto na sociedade.

Como tem vindo a evoluir esta iniciativa? As quatro edições do PACT Fund foram muito positivas.

Conseguimos financiar mais de 30 projectos, com cerca de 11 mil beneficiários, através da doação de meio milhão de euros. É um balanço extremamente positivo tendo em conta as nossas expectativas iniciais, que passavam por desenvolver um programa que permitisse gerar um impacto positivo na sociedade.

Qual o número de projectos apoiados em cada edição ?

Contamos com uma média de oito projectos apoiados em cada edição. Infelizmente, não conseguimos dar respostas a todos os projectos submetidos. Na quarta edição tivemos cerca de 90 candidaturas e conseguimos seleccionar oito.

Depois de seleccionados e financiados, existe um acompanhamento activo dos projectos seleccionados?

Entendemos que quem tem a competência para desenvolver estes projectos são as associações e entidades que os submetem. Não significa que nos limitemos a financiar os projectos. O financiamento da Deloitte pressupõe uma monitorização de todas as iniciativas seleccionadas, se estão a atingir os objectivos a que se propunham. E este processo é realizado por mentores voluntários da Deloitte, não no sentido de participarem na sua implementação mas sim numa lógica de acompanhamento.

Esta iniciativa permite, assim, envolver os colaboradores da Deloitte numa área tão importante para a empresa como a Responsabilidade Social…

Têm sido envolvidos neste lógica de voluntariado. Mas também são chamados, numa fase inicial do PACT Fund, para sugerirem projectos que se insiram nos requisitos desta iniciativa. Na edição deste ano, queremos envolver os nossos profissionais na escolha dos projectos. Tipicamente há um comité composto por 10 pessoas, que avalia as candidaturas e, este ano, pela primeira vez vamos convidar os nossos profissionais a participar no processo de selecção. A Deloitte revisita os projectos financiados das primeiras edições para apurar qual o impacto que o projecto tem tido.

Qual o feedback que têm registado? Muitos deles continuam a desenvolver- se.

Temos um projecto, o Spot AHEAD, da Associação Humanitária para a Educação e Apoio ao Desenvolvimento que, devido aos bons resultados que alcançou em Lisboa, já se expandiu para outras geografias em Portugal. Trata-se da replicação de um projecto de sucesso, que apoia crianças com difi culdades de aprendizagem.

Terminado o processo de candidaturas de mais um PACT Fund, quais as expectativas para a quinta edição deste programa?

A palavra-chave é continuidade. Queremos continuar a ter a possibilidade de seleccionar bons projectos, de assegurar o interesse por parte das entidades do terceiro sector nesta iniciativa. Vamos querer prolongar o PACT Fund e já temos a sexta edição de iniciativa validada, que terá início em 2019. Queremos manter e dar continuidade a apoiar bons projectos.

De que modo têm divulgado o PACT Fund e os resultados que tem alcançado?

Fazêmo-lo através dos nossos canais internos e externos, assegurando que a divulgação é feita junto das entidades com potencial interesse de candidatura. A informação detalhada sobre o PACT Fund está ainda disponível no nosso site.

Em que medida é que o PACT Fund reflecte e ajuda a consolidar os valores da marca Deloitte?

A Deloitte tem um princípio que abrange toda a sua actividade: gerar impacto na sociedade. Seja através da sua normal actividade na sociedade empresarial, onde geramos impacto nos nossos clientes, seja via impacto nas nossas pessoas, nas suas carreiras. E, depois, na sociedade, nomeadamente no terceiro sector, através de iniciativas como esta.

Há um sentido de responsabilidade, de retribuir à sociedade?

É incontornável que todos os agentes económicos devem assumir a sua responsabilidade na sociedade, não apenas num sentido economicista e de obtenção de lucro, mas devolvendo à sociedade a vantagem que obtêm com a mesma através de iniciativas como esta. Para além do PACT Fund, a Deloitte tem vindo a apoiar diversas iniciativas.

Entre elas, há a intenção de participar num projecto inovador que visa a integração de pessoas com defi ciência…

É um projecto muito interessante, em Castanheira de Pêra, para a criação de um hotel e restaurante concebido para pessoas com deficiência. E que impacta a sociedade numa dupla perspectiva, quer de clientes, que não têm uma oferta em Portugal significativa; e também na perspectiva dos próprios funcionários do hotel: será uma unidade hoteleira que recorrerá, essencialmente, ao recrutamento de funcionários com deficiências físicas ou cognitivas.

Este será um projecto disruptivo na nossa sociedade, e também numa zona que sofreu bastante com os incêndios em 2017, estando carente deste tipo de iniciativas. Manifestámos a nossa intenção em apoiar o projecto, mas não o iremos financiar na totalidade, estando os stakeholders do mesmo numa fase de financiamento.

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