Cindy Crawford x Omega: cúmplices na intemporalidade

É um símbolo da indústria da moda, uma mulher de negócios e a embaixadora mais antiga da Omega, representando a marca suíça de relógios desde 1995. Nesta relação de mais duas décadas, Cindy Crawford tem ajudado a marca a descolar-se do estereótipo masculino – que ganhou muito às custas da presença nos filmes do James Bond ou da associação ao programa espacial – e a aproximar-se do mundo da moda e do público feminino. Participa em campanhas publicitárias da marca, mas também está activamente envolvida no design de produtos e em eventos.

A supermodelo esteve em Portugal para inaugurar, ao lado de Cláudia Vieira (a embaixadora portuguesa da marca), a primeira boutique da Omega no mercado nacional, localizada na Avenida da Liberdade, e respondeu a algumas questões dos jornalistas:

É a embaixadora mais antiga da Omega. Como descreve a sua relação com a marca?

Trabalho com a Omega há mais de 20 anos e tem sido fantástico, a vários níveis. Já viajei por todo o mundo com a Omega, já fizemos acções de solidariedade juntos. Agora, os meus filhos também estão a trabalhar com a marca.
Além de toda uma herança de 150 anos, é uma marca verdadeiramente global e isso também tem sido benéfico para a minha carreira. Por exemplo, se calhar há uns anos, por ser norte-americana, não tinha tanta notoriedade na Ásia, mas o facto de viajar há 20 anos para a China, em conjunto com a Omega, permitiu-me aumentar a minha audiência nesse mercado.

Antes desta parceria com a Omega, não sabia nada sobre relógios. O meu primeiro relógio foi o Swatch Jelly Fish. Quando comecei a trabalhar com a marca é que fiquei a conhecer o quão intricada e precisa é a relojoaria suíça. Ganhei o gosto pela relojoaria e hoje tenho uma colecção interessante da Omega. O [modelo] Constellation foi o primeiro que trabalhei e divulguei em conjunto com a marca e, por isso, acaba por ser especial.

Qual a sua relação com o tempo?

Nunca é suficiente…! Acho que o tempo é meu amigo, em vários sentidos. Sou muito organizada e pontual, tento cumprir sempre os meus compromissos no devido tempo.

O tempo é o nosso bem mais precioso, é como uma mercadoria limitada que temos de decidir muito bem onde vamos gastar para termos um bom equilíbrio na nossa vida.

Em que medida tem contribuído para aproximar a marca Omega do público feminino?

Penso que, quando comecei a trabalhar com a Omega, esse era o grande objectivo da marca, ter essa ligação com o mundo da moda e fazê-lo em conjunto com alguém que já tinha experiência nesse mundo. E acho que consegui cumprir essa tarefa porque a marca continua a chamar-me! A marca era muito conhecida pela sua ligação aos filmes do James Bond e o Moonwatch [o relógio utilizado pelos astronautas da missão Apollo 11 durante a primeira aterragem lunar]. Para as mulheres, em particular, [o relógio] é um acessório, uma peça de joalharia e, cada vez mais, porque hoje já não precisamos de usar um relógio para ver as horas. Hoje, a Omega tem outras embaixadoras e isso é muito positivo.

Enquanto marca, quais os seus principais atributos e que valores partilha com a Omega?

Desde logo, é uma marca com um grande legado e uma história rica – é muito mais antiga que eu -, com um grande enfoque na qualidade e intemporalidade. Estes são provavelmente os dois atributos com os quais me identifiquei logo à partida. Um relógio da Omega vai continuar a ser fantástico daqui a 20 anos, não é um produto que se baseie apenas nas tendências ou no que está na moda. É algo intemporal.

Que relógio da Omega mais usa? E porquê?

Uso muito o Constellation porque é fino, confortável e posso usar em diferentes circunstâncias. Também gosto muito do Aqua Terra porque tem um estilo mais desportivo, para usar com uns jeans. E o Ladymatic para conjugar com vestidos.

Texto de Daniel Almeida

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