Já chegou o Spotify do jornalismo

The Wall Street Journal, Time, The New York Times e o grupo Condé Nast, responsável pela Vogue, GQ e Wired, entre outros, são alguns dos nomes a constar da lista de apoiantes do Blendle. A plataforma holandesa de micro-pagamentos chegou na última semana aos Estados Unidos da América com aliados de peso.

Descrito pela AdAge como uma espécie de Spotify ou Netflix do jornalismo, o Blendle quer ser uma plataforma de conteúdos que disponibiliza o que os leitores querem ler sem publicidade pelo meio. À semelhança do que acontece com os serviços de streaming já referidos, a criação holandesa oferece sugestões baseadas em editores humanos ou em algoritmos.

A principal diferença, porém, está no modo de pagamento. Se no Spotify ou Netflix falamos em subscrição, no Blendle falamos de pagamento conteúdo a conteúdo. Os utilizadores dispõem de um catálogo através do qual podem ter acesso a diferentes publicações e podem escolher quais as peças que querem ler, sendo que o preço por artigo pode ir dos 19 aos 30 cêntimos, no caso de jornais, e dos nove aos 49 cêntimos, no caso de revistas.

Caso não gostem dos artigos que acabaram de ler, os utilizadores têm a possibilidade de pedir reembolso. Segundo dados reportados pela AdAge, que também aderiu ao Blendle, cerca de 10% dos artigos são reembolsados, número que desce para apenas 3 ou 4%, quando em questão estão artigos de análise ou entrevistas mais sérias.

Na Alemanha e Holanda, o Blendle já conta com mais de 650 mil utilizadores, sendo que dois terços dos mesmos têm menos de 35 anos.

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