O e-commerce para as famílias

Após vários anos com foco na moda, a la redoute alargou e consolidou a sua oferta de produto, com especial foco no mercado da casa. A ambição passa por transformar esta plataforma numa referência de lifestyle das famílias

A La Redoute foi criada em 1837 como empresa de fiação, por uma família do norte de França, que começou na indústria do negócio da lã. Acompanhando várias e profundas alterações socioeconómicas, teve sempre como principal foco a mulher e as suas famílias.

Em meados dos anos 80, um empresário leiriense, que tinha como ambição desenvolver uma empresa de venda por catálogo, desafiou a La Redoute para se implementar no mercado português. E assim aconteceu. Em 1987 a La Redoute faz um primeiro teste com resultados muito positivos e, em 1988, é lançado o primeiro catálogo.

Portugal tinha acabado de entrar na Comunidade Económica Europeia e a oferta comercial existente naquela altura era muito reduzida, tendo sido aproveitada uma lacuna de mercado. A partir de 1992, o sucesso alcançado conduz a La Redoute à sua autonomia, tornando- -se uma filial do grupo francês Pinault-Printemps-Redoute, após uns primeiros anos em que esteve associada à empresa do empresário leiriense detentor da Europirâmide. «Ao longo da sua história, a La Redoute tem dado inúmeras provas da sua capacidade empreendedora.

Soube reinventar-se e adaptar-se às exigências da sociedade, acima de tudo às necessidades do seu público-alvo. Nos últimos anos levou a cabo uma extraordinária transformação do modelo de negócio, que a levou a ser hoje uma marca de referência no e-commerce.

Tem acompanhado de forma muito próxima o desenvolvimento do papel da mulher na sociedade, é por isso uma marca que “fala” para a mulher, enquanto decisora de compras do agregado familiar, mas destina-se a toda a família», refere Paulo Pinto, CEO da La Redoute Portugal.

O responsável refere que são muitos os momentos que marcam o legado da marca. Nos últimos anos, destaca a saída do Grupo Kering (detentor de marcas como Gucci, Puma, Saint Laurent, Bottega Veneta, Balenciaga ou conceitos como a FNAC, entre outras) e o início de uma viagem a solo, mas com um espírito de compromisso e equipa sem igual. O responsável explica que foi um período muito marcante, de grande empenho colectivo e de sucesso, que culminou com a aquisição de 51% da empresa pelo Grupo Galeries Lafayette, em 2017.

«Foram quatro anos de trabalho intenso para transformar a La Redoute no líder francês do e-commerce. Com as sinergias decorrentes desta associação, a La Redoute pretende acelerar o seu crescimento, nomeadamente nos mercados internacionais. Destaco ainda um dos marcos que assinalou a viragem da La Redoute: o nascimento de uma nova central de logística em França, considerada uma das mais modernas da Europa», vinca o CEO.

Digitalização trouxe nova estratégia

Para fazer frente aos novos desafios com o arranque do novo século, nomeadamente o declínio da venda à distância e a procura pelo e-commerce, a La Redoute colocou em mar-cha uma renovação da sua estratégia de negócio. Deste modo, a internet substituiu o catálogo em papel, tornando-se o principal canal de comunicação da marca. Verificou-se uma nova orientação de marketing, com a captação do consumidor a assentar em técnicas de marketing com o apoio de ferramentas de Data para a análise de informação e definição de tendências.

Paulo Pinto recorda ainda que a evolução da relação entre os consumidores e as marcas ultrapassou as dimensões clássicas do comércio. O preço e o produto deixaram de ser os únicos critérios para a compra, com os clientes a quererem viver uma experiência de compra única e emotiva. «Estes três eixos principais explicam em grande parte a (R)evolução da La Redoute nos últimos 10 anos. Mas esta estratégia foi também acompanhada pela evolução da oferta consistente do nosso produto.

Com o objectivo de tornar acessível a todos o “estilo à la française”, os nossos estilistas e designers criam moda e artigos para a casa acessíveis ao grande público. As nossas marcas próprias representam mais de 70% do volume de negócios da empresa. O desempenho das colecções Casa, com a Redoute Interieurs e AM.PM., leva-nos a privilegiar este mercado como vector de crescimento para os próximos anos», explica Paulo Pinto.

Aposta na Casa

Durante muitos anos, reflectindo a tipologia da oferta de produto disponibilizada, o mercado da moda para mulher foi o mais procurado e o que representava maior peso nas vendas da marca. Hoje esta realidade apresenta-se diferente. «Com o alargamento da oferta de produto, o peso do mercado para a casa adquire novos contornos, sendo o mercado com maior peso em vendas em França. Em Portugal, assistimos a um fenómeno de mudança na procura dos nossos clientes.

No entanto, o mercado da moda para mulher continua a representar uma grande fatia das vendas, mas o mercado para a casa tem evoluído de forma muito positiva», refere o CEO.

O alargamento da oferta para a casa e a afirmação das marcas La Redoute Interieurs e AM.PM. acabou por despertar o interesse de profissionais nas áreas de decoração e design de espaços. Com a intensificação dos pedidos por parte deste perfil de consumidor, a empresa identificou necessidades de serviço distintas do consumidor comum. «Foi assim que surgiu, há cerca de um ano, o serviço La Redoute for Business em Portugal.

Foi então desenhada uma estratégia entre o Marketing-Logística-Contacto Cliente com vista a responder às necessidades específicas dos clientes profissionais», conta Paulo Pinto. O CEO explica que o processo é simples: após o contacto do cliente, a La Redoute fornece orçamentos personalizados.

A alcançar novos públicos

Sobre o tipo de consumidor da La Redoute, Paulo Pinto explica que a empresa depara-se, hoje, com uma realidade curiosa.

Por um lado, conta com clientes que conhecem a marca há muitos anos e que continuam a confiar na mesma, seguindo-a e interagindo com a marca nas redes sociais. «São verdadeiros embaixadores. São tipicamente mães de filhos crescidos, que dão muito valor aos momentos em família e para quem as compras são sinónimo de partilha.

Gostam de boas oportunidades e valorizam a boa qualidade», vinca o CEO. Por outro lado, destaca a nova geração de clientes que não têm esta relação com a marca, apesar de muitas vezes mencionarem uma ligação antiga que remetem para a infância. «São pessoas activas, que procuram uma boa relação qualidade/preço e um serviço de confiança que vá de encontro às suas necessidades.

Este perfil de consumidor compra para toda a família e valoriza imenso as nossas soluções para a casa. São normalmente mães de filhos pequenos, que procuram o produto certo com o máximo de qualidade para a sua função», afirma o responsável.

Paulo Pinto destaca ainda o maior número de novos consumidores a efectuar a sua primeira compra na La Redoute com artigos para a casa. «De salientar que o mercado dedicado ao homem tem apresentado uma progressão muito positiva. Temos cada vez mais novos clientes masculinos, também eles a descobrir as vantagens de comprar na La Redoute», destaca Paulo Pinto.

 

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