“Maria do Carmo” une passado e futuro

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Recuamos ao ano de 2015. O ano em que começou a nascer a ambição de fazer um espumante de uma só casta – Touriga Nacional – de referência, na Quinta do Gradil. Desde então a estagiar, com a delicadeza que um vinho desta tipologia exige, as provas foram entusiasmando a equipa de enologia da casa. Tanto assim que a escolha do nome assumia uma responsabilidade maior do que o habitual.

Agora, regressemos ao corrente ano. No minucioso trabalho de recuperação do património histórico da Quinta do Gradil (que envolve obras no palácio, na capela, no largo e outros exteriores), as investigações “cruzaram- se” com Maria do Carmo Romeiro da Fonseca, a grande impulsionadora da Quinta. E, reza a história, terá sido por sua ordem, em 1854, que terão nascido as casas da Quinta do Gradil, assim como o icónico Palácio, uma das maiores referências arquitectónicas de toda a região.

A repetida “presença” de Maria do Carmo Romeiro da Fonseca no trabalho de investigação histórica, em simultâneo com as entusiasmantes provas do espumante, classificadas pela equipa de enologia como “excepcional”, tornaram claro qual seria o nome deste novo vinho. Assim se uniu a história e o peso de um grande nome a um dos produtos mais nobres nascidos na Quinta do Gradil, até então. Por isso, também, este espumante não poderia deixar de ser apresentado numa icónica garrafa de litro e meio.

«Maria do Carmo simboliza na perfeição este produto tão especial», afirma António Ventura que, mais do que um dos enólogos da casa desde a sua origem, é amigo da família Vieira há mais de trinta anos. E, acrescenta, «pela sua ligação a este espaço, pela sua presença ainda viva nele, mas também pelo paralelismo da sua vida à produção do espumante que, como sabemos, está muito associado à “le remuage”, o movimento de rotação do punho curto e preciso, inventado por Barbe-Nicole Clicquot Ponsardin, mais conhecida como “Veuve Clicquot”. A enérgica mulher de um comerciante de vinhos que continuou o negócio do marido, com apenas 27 anos, após a sua morte. Uma história de uma mulher determinada, tal como a nossa Maria do Carmo.»

Para Luís Vieira, o proprietário, «este espumante marca decisivamente uma nova era para a Quinta do Gradil. Quando adquirimos a quinta, completam-se para o ano 20 anos, a prioridade foram as vinhas porque tínhamos consciência que só sendo respeitados pela qualidade dos nossos produtos poderíamos dar novos passos. Este ano iniciámos um trabalho de recuperação das nossas origens, de valorização do nosso passado, e estamos a poucos meses de apresentar um projecto sem paralelo, que dá ainda brilho aos nossos vinhos e ao nosso património, sempre em harmonia com a vinha, numa experiência de Enoturismo única em Portugal».

Um futuro que vai para além do vinho

Pelo meio de todos estes investimentos e lançamentos mais recentes, a Quinta do Gradil tem vindo a afirmar um novo posicionamento que eleva o espaço e todas as experiências nele proporcionadas como sendo um aliado essencial para o crescente reconhecimento da qualidade dos vinhos da casa. Posicionamento este que é alicerçado por um forte investimento na recuperação do património histórico, bem como no desenho de novas e inovadoras iniciativas, para além das já existentes – Wine Bike Tour e Wine Trail Run – que muito têm contribuído para a visibilidade que a Quinta do Gradil goza actualmente no mercado.

Com um novo enólogo a tomar conta dos vinhos, Tiago Correia, a Quinta do Gradil prepara-se para apresentar novos néctares. Por isso, e para além do Maria do Carmo que já surge no âmbito das recentes descobertas históricas, outros perfis estão para chegar ao mercado.

Outra das apostas dá pelo nome de Gastronomia e remonta a 2015, ano em que Daniel Sequeira começou a dar provas na cozinha da Quinta do Gradil. A afirmar-se cada vez mais, o jovem Chef tem vindo a surpreender com inspirações originais e os mais genuínos ingredientes.

Os seus pratos nascem nos sabores e saberes tradicionais, harmonizados a pensar em cada vinho da casa, com uma apresentação cuidada e uma irreverência própria. A ele, e já no alinhamento de um futuro de excelência para a marca de Lisboa, junta-se agora o chef executivo António Alexandre que define a sua cozinha «como uma experiência de texturas, emoções, contrastes e paixões, baseada na química intensa que junta o contar de uma história tradicional ou contemporânea à partilha de experiências. Cada uma das suas criações, fortemente influenciadas pelos produtos portugueses, permite a todos uma verdadeira viagem esclarecida e sem limites pelos mais viciantes quadrantes do paladar.»

O que em tempos foi uma destilaria, a comprovar pelos centenários alambiques que fazem parte da decoração do espaço, é hoje o Restaurante Quinta do Gradil.

De localização privilegiada, em perfeita simbiose com a adega principal da Herdade, este recanto gastronómico desfruta de uma paisagem bucólica de vinhas verdes ou avermelhadas, dependendo da altura do ano, e da beleza natural apresentada pela imponente Serra de Montejunto.

E as experiências

Entre passeios de bicicleta ou a pé são várias as propostas de experiências da Quinta do Gradil que contam com uma procura cada vez maior. A aposta numa política de Enoturismo activo é para continuar e outros formatos já estão inclusivamente a ser desenhados. No entanto, um dos grandes destaques continua a ir para o lagar de pisa a pé e para a Festa das Vindimas que junta há 10 anos quase cinco centenas de amigos da casa, entre clientes, fornecedores, colaboradores e figuras públicas.

Muito em breve, com a recuperação do largo, dos exteriores e do Palácio, as centenas de participantes das iniciativas que a Quinta do Gradil promove vão poder passar para um interior, uma sala enorme sobre as vinhas, cheia de encantos e recantos de influência oitocentista. É neste novo espaço que vão poder acontecer outras tipologias de eventos.

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