Podia viver com metade do que tem?

dinheiro_rsUm estudo da Havas Worldwide sobre os novos padrões de consumo revela que 70% dos inquiridos acredita que o sobreconsumo está a colocar em risco o planeta e a sociedade, e que 50% afirma que podia viver feliz com metade das coisas que possui.

O estudo, denominado “The New Consumer and the Sharing Economy”, conclui que as preocupações com os hábitos de consumo têm dado lugar a novos modelos de partilha e de colaboração. “Iniciámos uma era em que partilhar tudo, de carros a casas de férias, de livros de estudo a animais de estimação, se tornou socialmente aceitável entre os que acreditam que esgotámos o planeta, e a nós próprios, com coisas a mais e responsabilidades a mais”, sublinha a Havas Worldwide.

O inquérito revela ainda que “a larga maioria dos consumidores inquiridos acredita que os actuais modelos económicos não funcionam. Contudo, uma parte substancial está convencida de que é fundamental a existência de elevados níveis de consumo para haver crescimento económico. Para diminuir o conflito neste ponto estão a trocar a culpa por significado, ao comprar produtos mais duráveis e sustentáveis, a partilhar em vez de possuir”, conclui a agência. “Esta emergente forma de pensar está a impulsionar um novo modelo económico centrado em comunidade e colaboração em vez de em propriedade e acumulação”, reitera.

Já os Millenials (pessoas entre os 18 e os 34 anos de idade) estão a adoptar as transacções peer-to-peer e o crowdfunding e mais de um terço já pertence a um serviço de partilha ou espera vir a pertencer durante o próximo ano.

«Nos últimos anos temos vindo a acompanhar a mudança do gasto descuidado para uma abordagem mais consciente ao consumo, mas o que vemos agora é algo de muito mais proactivo e envolvido», afirma Andrew Benett, global CEO da Havas Worldwide. A «boa notícia para os marketeer» é que « os dados apontam para todo o tipo de formas através das quais as marcas se podem envolver nestes novos modelos de consumo – como sinais de confiança, como motivadores de “bom” comportamento, e como construtoras de comunidade e de ligações», acrescenta.

O estudo “The New Consumer and the Sharing Economy” baseia-se em inquéritos online a 10.574 pessoas, com idades a partir dos 16 anos, num total de 29 mercados, incluindo Portugal.

 

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