Crescimento sustentado

Modernidade da frota e ampla rede de voos são as principais características diferenciadoras da taag linhas aéreas de angola

A TAAG Linhas Aéreas de Angola é a companhia aérea estatal angolana. A partir do seu hub, em Luanda, serve uma ampla rede de voos domésticos e internacionais em África e na América do Sul, como refere em entrevista Mónica Cristino, directora da companhia aérea para a Europa.

Quando e como nasceu a TAAG?

A TAAG iniciou actividade como DTA – Divisão dos Transportes Aéreos de Angola em 1938 e realizou os seus primeiros voos em 1940, para o Namibe, Lobito e Ponta Negra. Em 1975 foi feito o primeiro voo para Lisboa e a companhia passou a estabelecer-se também na Europa.

Como descreve a vossa missão?

Enquanto companhia aérea de bandeira de Angola, a TAAG está empenhada em contribuir para a disseminação da boa imagem do país pelo mundo e em continuar a ser uma companhia segura e actual, detentora de uma das frotas mais modernas a operar entre Portugal e as principais cidades lusófonas e da África Austral. Pretende ainda continuar a oferecer aos seus passageiros horários convenientes, bem como tarifas e tempos de duração de voos altamente competitivos.

Qual a filosofia da empresa?

A sua filosofia assenta na melhoria contínua, que tem como foco os interesses dos seus actuais e potenciais passageiros. É por isso que modernizamos constantemente a nossa frota, que continuamos a abrir novas rotas, que oferecemos tarifas muitíssimo competitivas e que definimos cuidadosamente os nossos horários, treinando continuamente todos os nossos colaboradores.

Como classifica o vosso crescimento?

Em Portugal tem sido muito bom e positivo. Para se ter uma ideia, desde 2017 aumentámos a oferta de lugares semanais de 2900 para 5000; em 2017 transportámos 22% mais passageiros do que no ano anterior, em 2018 transportámos mais 10% do que em 2017 e este ano continuamos a crescer. Por outro lado, os parceiros da indústria receberam-nos muito bem e têm-se mantido connosco desde o primeiro dia. O mesmo acontece na Europa, onde estamos presentes em mais sete países, que dependem da delegação de Portugal (Reino Unido, França, Itália, Bélgica, Rússia, Alemanha e Holanda).

Qual a estratégia seguida?

Temos trabalhado bastante, mas há ainda muito para fazer. Vamos continuar a aproximar-nos cada vez mais dos parceiros da indústria, por um lado, e, por outro, tencionamos investir cada vez mais em comunicação, nomeadamente no digital, de forma a aumentar brand awareness. De referir ainda que os consumidores têm vindo claramente a mudar e valorizam cada vez mais a experiência e a novidade, o que representa uma excelente oportunidade para a TAAG, que voa para vários destinos que podem ser considerados exóticos. Sentimos que há uma curiosidade cada vez maior em explorar os vários destinos para onde voamos, pelo que estamos constantemente a desenvolver diversos produtos específicos adaptados às especificidades de cada mercado.

Quantos aviões integram hoje a vossa frota e quais os modelos?

A TAAG possui uma frota de 13 Boeing: cinco Boeing 777-300 ER, três Boeing 777- -200 ER e cinco Boeing 737-700 ER. De salientar que esta é uma das frotas mais modernas a operar entre a Europa e a África Austral, já que 20% é constituída por aviões construídos em 2016, 70% são de 2011 ou posterior, sendo que nenhum avião é anterior a 2007. / CADERNO ESPECIAL // TURIS

Num mercado cada vez mais concorrencial, como o da aviação, como se posiciona a TAAG?

De duas formas, essencialmente: como a companhia aérea de eleição para voar da Europa para a África Austral, por um lado, e como uma companhia aérea focada na excelência da experiência dos seus passageiros, por outro. Neste sentido, têm sido implementadas sucessivamente uma série de melhorias significativas nos últimos tempos, como o aumento do conforto e a renovação da imagem no interior dos seus aviões, o aumento da frequência das rotas e da conectividade dentro da rede, o desenvolvimento e potenciação dos diferentes canais de vendas, um maior investimento no digital e claro – um contínuo investimento em tudo o que esteja ligado à área da segurança.

Que vantagens oferecem aos passageiros por viajar na TAAG?

Praticamos preços altamente competitivos com tudo incluído: refeição, bagagem (com um mínimo de duas peças de bagagem de porão por pessoa), check-in online, frota moderna, um dos espaços de assento mas generosos a nível mundial em classe Económica (o que é altamente relevante em termos de conforto) e fast track em Luanda para passageiros das classes Executiva e Primeira, entre outras vantagens. Somos a única companhia aérea a voar directamente do Porto para Luanda (três vezes por semana com voos nocturnos), servindo, assim, todo o norte e centro de Portugal, bem como o norte de Espanha. Não posso ainda deixar de mencionar que somos a companhia aérea com o voo mais rápido entre Portugal e Joanesburgo e que actualmente já não é necessário visto para Angola para os passageiros em trânsito por um período inferior a 24 horas.

Que género de cartões e programa de fidelização têm para oferecer?

Temos o programa de passageiro frequente Umbi Umbi. Os benefícios de adesão incluem uma linha de atendimento dedicada, através da qual se podem fazer upgrades com milhas, ganhar milhas de bónus, transferir milhas para outros utilizadores, entre outros. É um programa no qual é muito fácil acumular milhas: 1 USD = 1 milha (a nossa base tarifária é em dólares). A título de curiosidade, vale a pena mencionar que umbi umbi é o nome de um pássaro angolano que, segundo a tradição local, não só anuncia o nascer do sol e as boas sementeiras, como também voa alto e convida outros pássaros a voarem com ele, para que juntos possam ter uma visão mais ampla do mundo.

Que destinos têm para oferecer ao mercado português?

Somos, naturalmente, muito fortes em África. Mas ao contrário do que muitas pessoas pensam, estamos longe de voar apenas para Luanda. Na verdade, voamos de Lisboa e Porto para destinos tão variados como São Tomé, Cabo Verde, Namíbia (que é um destino de sonho para safaris) ou África do Sul. A Cidade do Cabo é uma cidade completa como poucas no que diz respeito às actividades outdoor que oferece e Joanesburgo é um gateway clássico para o Kruger Park – e voamos para ambas as cidades. Com a TAAG é ainda possível voar para a Zâmbia ou para o Zimbabué e visitar as maravilhosas Victoria Falls. Operamos também para Maputo, para o Rio de Janeiro, para São Paulo e para Havana. E claro, voamos para Luanda que, apesar de a maioria das pessoas não o saber, Angola é um país lindíssimo e imenso, com diversas maravilhas naturais para explorar, como as Quedas de Kalandula, a Floresta do Maiombe e uma costa fantástica, que oferece condições de surf fabulosas e terreno infinito para aos mais aventureiros fazerem trekking ou viagens 4×4. Por último, temos acordos de code share na Europa com a Air France, a KLM, a Lufthansa e a Brussels Airlines, que à partida poderão não parecer óbvios para Portugal, mas que fazem toda a diferença quando não há lugares disponíveis nos voos directos. De referir que acabámos de reabrir a rota com destino ao Sal, em Cabo Verde, no passado dia 26 de Abril.

Como está a correr a operação? Estão os resultados obtidos dentro do previsto?

O primeiro trimestre de 2019 correu bastante bem. Sente-se um abrandamento da procura para Luanda, com maior expressão no segmento corporate, mas mesmo assim conseguimos neste período aumentar a nossa quota de mercado. Ainda que forma tímida, a procura pelos destinos além-Luanda também aumentou. É uma questão de hábito – o nosso ADN está ainda muito ligado a Angola, mas na verdade somos uma companhia aérea internacional. No geral, sentimos que estamos claramente no bom caminho.

Quais as expectativas da TAAG para o médio prazo?

Queremos continuar a crescer e a consolidar esse crescimento. Queremos também ser cada vez mais uma companhia de referência no que diz respeito não só a voos para Angola, mas também para os outros países para onde voamos.

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