Um BMW para um Destino maior

Durante dois dias, e em ritmo de aniversário, o Craveiral Farmhouse perto da Zambujeira do Mar juntou amigos e convidados e apresentou a exposição “Destino”. O 320D da BMW foi precisamente o modelo que nos transportou até aquele destino. Experiência reforçada.

Texto de M.ª João Vieira Pinto

Ir passar dois dias ao Craveiral Farmhouse, bem junto à Zambujeira do Mar, em data de festejos ou de apresentação do projecto “Destino”, já chegava para alimentar a nossa bolsa de felicidade. Fazer a viagem ao volante do 320D da BMW foi só a cereja no topo do bolo.

Saímos de Lisboa, três mulheres, em direcção ao litoral alentejano a meio da tarde de uma sexta-feira. Num dia de calor intenso e depois de uma semana de trabalho q.b., apetecia desligar, mas a ideia de ter que conduzir ao longo de duas horas não era propriamente o melhor bilhete para esse mesmo descanso.

O destino final seria pois o Craveiral Farmhouse, onde chegámos bem antes da hora de jantar – com paragem pelo meio, como mandam os hábitos, e onde o modelo foi olhado e “invejado” por vários dos clientes daquela área de serviço! Isto, porque assim que se faz à estrada, o BMW 320D parecia amigo de longa data. A série 3 foi, durante anos, como que símbolo da marca. Por isso a expectativa sobre o seu relançamento só podia ser elevada. Tirando um ou outro pormenor (porque nada na vida é totalmente perfeito, e ainda bem), como os botões na consola central ou as jantes de liga leve que, confesso, não são para o meu target de cliente, diria que este 320D terá vindo para ficar.

BMW 320d

O conforto e espaço no habitáculo foram melhorados e isso percebeu-se mal iniciámos a viagem. Nem nos bancos de trás é preciso encolher pernas e no porta-bagagens conseguiu-se arrumar facilmente todas as malas, e mais houvesse. As mais de duas horas entre Lisboa e Zambujeira passaram a voar, apesar de termos apanhado dos dias mais quentes do mês. Claro que o sistema de climatização ajudou, não nos deixando ficar mal e só reforçou o conforto. Correu bem em auto-estrada, adaptou-se bem às estradas nacionais da costa alentejana e chegou que nem um senhor ao hotel sonhado e gerido por Pedro Franca Pinto.

Já me tinham falado do Craveiral e a curiosidade era mais do que muita. Até porque reunia o melhor dos dois mundos, a fusão da natureza com o luxo simples, do artesanal com o contemporâneo. Num total de nove hectares, são 38 casas que se acomodam e nos acolhem, entre diferentes tipologias, mas que não se chegam a sobrepor. Espaço, de resto, é coisa que não falta por ali. Neste turismo que se quer de Natureza, a vegetação é – passe a redundância – o mais natural possível, assim como o são as restantes propostas, entre uma pequena horta e pomar que fornecem o restaurante – por isso a ementa vai-se ajustando em função dos legumes e frutas que crescem –, uma quinta pedagógica com animais ou um Centro de Interpretação da Natureza.

Sim, ainda há piscina exterior – mais que usada naqueles dias – e interior, com água aquecida, um centro de bem-estar com sauna, banho turco, jacuzzi e ginásio e uma pequena loja. Pedro Franca Pinto diz que os valores do Craveiral são «autenticidade, simplicidade e partilha». Por isso, também, ao longo daqueles dois dias quis partilhar registos e elementos únicos do lugar, entre aromas, sons, sabores e tradições. Acolheu um colectivo de artistas – a poetisa Ana Freitas Reis, o fotógrafo Martin Kaufmann, o sound designer Elvis Veiguinha, o aromista Ricardo Spencer e a escritora, que é também produtora, Patrícia Reis – e ofereceu uma instalação artística em jeito de experiência sensorial. Pelo meio ainda serviu um almoço ímpar, cozinhado no fogo ao longo de toda a noite, pelo chef Alexandre Silva, e embalou com cantares alentejanos. A tudo isto chamou “Destino”, porque o Craveiral Farmhouse também é isso, um destino que nos acolhe.

Domingo foi dia de regressar a Lisboa, e ainda bem que viemos no 320D. Ajudou a transportar a nostalgia que se sente quando se deixa para trás espaço e gente que nos mima. Não é então por acaso que este modelo da BMW conheceu o sucesso que conheceu, em Portugal. Welcome back!

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